Escrito por Leandro Henrique Silva
Sem dúvida alguma, uma das maiores maravilhas que conseguimos experimentar na vida, é a abertura à diversidade de gostos, de prazeres, de objetivos, de pensamentos, belezas, culturas, comportamentos e muitas outras.
Uma das aplicações mais básicas está na forma com que cada um conduz a própria vida, ao combinar e encarar diferentemente as experiências. Isto, somado ao contato com outras pessoas, gera a convivência e, consequentemente, maior riqueza de possibilidades de diversificar e escolher os próprios caminhos.
Como somos seres em evolução, temos sempre muito a aprender. E um dos problemas constantes que aparecem até que nos equilibremos e amadureçamos, é relativo à baixa autoestima, que surge por não nos reconhecermos e nos expressarmos corretamente como pessoas com certa capacidade, com oportunidades e possibilidades, mas que realmente ainda carregamos diversas questões a desenvolver e lapidar.
Pior ainda é o desejo de exibir superioridade, causado justamente pelo motivo acima, mas que tem por característica a prepotência em nos julgar melhor em um aspecto em relação a alguém de maneira a esconder outros aspectos próprios incorretos, errados e que, se encarados, podem machucar os sentimentos.
A nossa prepotência mina a riqueza da diversidade por exigir exclusividade de atenção e ao considerarmos ser mais merecedores de..., ou mais importantes do que...
Este desequilíbrio pode ser observado em diversas situações. No trabalho vemos várias delas, como por exemplo, o cliente ou profissional que olha com altivez e ignora outra pessoa de cargo inferior; o profissional que afasta o colega a quem julga ter ideias inferiores; ou ainda quando pensamos ser tão “bons” em uma atividade que nosso próprio jeito de ser afasta os amigos ou nos torna menos flexíveis e nos impede de perceber ou ouvir onde e como melhorar. Isso já gerou o naufrágio de muitas empresas dirigidas por pessoas que pensavam ser superiores.
E isto se repete em nossa vida, no casamento, nas amizades, etc.
Tudo isso é gerado por uma auto ilusão de “ser melhores”, talvez até em vão tentando nos proteger de ver a verdade: que esta supervalorização é uma droga que ilude e esconde a tranquilidade de saber que não somos nem os melhores, nem os piores em qualquer coisa que seja. Somos apenas pessoas a evoluir, cada um com uma questão a explorar.
Mas é preciso humildade. E se reconhecermos estes comportamentos, de alguma forma, em nós mesmos, será importante exercitar a simplicidade para resgatar o olhar pela diversidade ao falar menos de si, pensar menos em si, reverenciar-se menos, punir-se menos, bem como olhar e fazer mais pelo outro, ser mais gentil, alegre, espirituoso e deixar fluir o que de melhor puder acontecer.
Porque todos nós podemos ser felizes. E esta felicidade está na harmonia com toda a diversidade que existe, com todas as possibilidades e efetivas realizações as quais somos possibilitados em igualdade.
Bibliografia
MARCUM, S., SMITH, S. (2009). O fator ego: Como o ego pode ser seu maior aliado ou seu maior inimigo. 1ª edição. Editora Sextante. Ri