Carta ao Leitor: Espontaneidade Espiritual
Escrito por Douglas Alexandre Z. Lameiro
"O que nos impede de manifestar a nossa espiritualidade?"
Existem momentos em nossas vidas em que a costumeira percepção de tempo e espaço deixa de se apresentar para nós com a mesma sensação, quando estamos entre amigos, manifestando sentimentos de afeto e carinho e sendo felizes, por exemplo.
De imediato a esses momentos, temos a convicção que, de fato, conseguimos viver com mais intensidade e alegria em relação a outros muitos momentos em que o automatismo e o egoísmo nos distanciam do estado consciente da nossa essência e restringem as oportunidades de sermos produtivos e seres realizadores.
O automatismo é sinônimo de ausência de inteligência aplicada na prática. Por exemplo, podemos nos expressar apenas com as energias dos instintos, sendo agressivos ou nos limitando à convivência estritamente familiar, sem abarcar e conviver com outras pessoas. Desta forma, não estamos expressando nossa inteligência e muito menos nosso espírito, pois analisando com lógica a somatória desses comportamentos não resultará em benefício pessoal e grupal. Regredimos na persistência do nosso automatismo, brutalizando nossos canais de expressões positivas.
Uma denominação simples dada a muitos comportamentos que ditam também nosso condicionamento pessoal é o egoísmo. Todos os comportamentos apoiados na inveja, no orgulho, na prepotência e na vaidade, que nos aprisionam numa vida medíocre e não nos deixam ampliar nossa capacidade em nível espiritual, trazem apenas a espontaneidade das nossas energias mais animalescas e negativas dos instintos, das emoções e dos pensamentos, refletindo nosso estado de dormência espiritual.
O grau de insatisfação, gerado por esse modelo de sobrevivência e sustentado por nossas fantasias e ilusões sempre causa grandes sofrimentos e atraso para encontrar a nossa felicidade. O quanto adiamos o momento de nossa realização e felicidade será proporcional à energia de rebeldia, negação e reação postas por nós frente às oportunidades e ao trabalho de autotransformação.
Nos momentos únicos em que estamos expressando nossa origem, estamos mais próximos do nosso Eu, da nossa verdadeira realidade como Ser, estado em que manifestamos, de forma espontânea, nossa presença de espírito.
Nossa espontaneidade espiritual é conquistada quando conseguimos agir de forma integrada com todos os elementos e energias de nós para nós mesmos, de nós para outros seres, de nós para todo o Cosmo. É quando temos o foco consciente nos movimentos que repercutem, verdadeiramente, na felicidade e que decorrem da formação, integração e afinidade do ser humano com as forças da Natureza.
Alcançaremos nossa espontaneidade espiritual quando nos assemelharmos em nossas manifestações à espontaneidade em que uma flor expõe, tão magnificamente, a energia que a compôs.
Douglas Alexandre Z. Lameiro
Pré-Iniciado
Fontes: Dicionário Aurélio
Estudos IPE
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