Universalismo - Palavras de Mestre: Dever é um estado de consciência
Escrito por Elaine Sanches Morais
O modo de Ser ou Estar é o que diz ser o estado de uma pessoa. Pode também “ser” um estado enquanto as experiências são existenciais ou “Ser”, se já a formação é espiritual, moral, virtudes ativas. O Estado em que uma pessoa se encontra dirá o grau de hierarquia que ela possui. Isto conferirá, a ela, um estado vibracional que a situará em níveis espirituais determinados por ela conquistados ou ainda por conquistar.
Em relação à Consciência, o nível atingido é das altas hierarquias e o estado destes seres são facilmente percebidos pelo estado em que se encontram: Moral, virtude, retidão são características que os envolvem e formam sua constituição.
Entre os homens, existem muitos destes seres que já são quintessênciados em suas características, possuindo a espiritualidade ativa. Exercem seu Dever ou Dharma como parte natural deles mesmos, pois desta força consciencial são formados.
Estes seres estão acima da Lei. O que significa que além de obedecerem a Lei, fazem o melhor que a Lei ainda não designa.
Muitas pessoas são justas quanto às leis vigentes e outras são consciencialmente ativas perante todas as Leis.
Quando observamos as necessidades humanas, as leis vigentes não abarcam toda a justiça necessária para suprir o que falta às pessoas, isto cabe ao ser consciente ser ciente de seu Dever para com todos.
O homem comum, com ideias comuns, diz: É a Lei e eu a cumpro.
O homem consciencialmente evoluído diz e faz: É o meu Dever e eu cumpro.
No segundo, sua medida é pela generosidade e compreensão da Vida, este não mede esforços e nem tampouco conta moedas.
Para alcançar este nível é através da conduta exata aplicada no cotidiano. Não existem méritos e nem seres «especiais» diferenciadamente aos demais seres. Todos têm a mesma estrutura evolutiva e todos possuem recursos, segundo suas conquistas, que os levarão a atingir o ápice consciencial.
A observação positivamente efetuada após a atenção constante aos próprios comportamentos realiza as pessoas seguintes para a auto-análise e consequentemente, a transformação.
É um processo que exige de cada um de nós, plena determinação e execução para se atingir a autorrealização. Não é difícil, mas determinantemente prioritário se queremos viver em harmonia, realizar-nos.
A facilidade nos leva a estar atentos aos comportamentos dos demais e observar com muita atenção, o outro, evidenciando o desenfoque em nós mesmos para “tomar conta” da vida do outro. Isto não é nosso Dever !
Devemos auxiliar quando consciencialmente for cabido, quando isto não passe a ser uma intromissão, inconvenientemente um processo, então, de autoafirmação de nossa parte.
A mente oscilante é a mente sem metas evolutivas e sem nenhuma autorrealização. A diferença entre uma mente oscilante e a objetivamente enfocada em metas evolutivas é a falta do silêncio, que permite o contato pessoal com o Espírito e este com Deus, integrando na Ordem a continuidade da Vida.
Por isso existe a diferença entre realização e autorrealização:
Realização é o todo constituído pela Vida, a evolução, Deus.
Autorrealização é o ser se constituindo em Ser para estar constituído na Vida e, um dia, realizar.
A continuidade de nós só se faz quando nos autorrealizamos, trazemos a realidade para as nossas ideias priorizadas em atitudes com condutas virtuosas.
Viciações emperram a evolução e o foco de si mesmo é centrado no umbigo, que não leva à autorrealização e obviamente, não atingirá a Realização.
O bom-senso é minado pelas pequenas mazelas dos maus pensamentos e comportamentos.
Conclusão:
“Viva de maneira a orgulhar de si mesmo a cada instante, sem que o orgulho seja o veículo da tua autorrealização.” (Altamiro)
Um abraço,
Cristo Altamiro e Elaine Sanches Morais
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