Agosto de 2011
Comportamento - O sal da Terra
Escrito por Maria Helena Mendes Leal
Tal qual o sal faz toda a diferença no tempero de um alimento, uma palavra bem dita, colocada no momento correto, pode fazer toda a diferença para a vida de uma pessoa.
Como seres divinos, estamos todos em busca da própria evolução. Há quem pense que evoluir significa crescer materialmente, no entanto, não há crescimento material desassociado da vida espiritual. Há quem diga que a vida espiritual está ligada à ajuda aos menos favorecidos e por isso se esmeram em proporcionar-lhes um conforto e bem-estar físico. No entanto, apesar da necessidade material, não podemos nos esquecer de que a principal necessidade que deve ser observada e satisfeita é aquela que levará cada pessoa a se identificar como um ser capaz de descobrir e manifestar a própria divindade.
Viver o material e o espiritual é saber utilizar, conscientemente, as energias das quais somos herdeiros.
Amor, sabedoria e razão, foram nos dados para que soubéssemos atuar, visando sempre o bem-estar do outro. Embora, em determinada parte do caminho, uns tenham se distanciado dos outros e uma grande diferença tenha surgido entre os homens isso não significa que alguma coisa não possa ser feita.
Cada pessoa tem a capacidade de auxiliar e, muitas vezes, aquele que nada tem faz muito, em vista do outro que tudo tem, mas não tem tempo nem disponibilidade para servir. Um servidor deve ter bem claro para si que só serve quem, com sabedoria, sabe distribuir o que possui, quer seja material ou espiritual.
Esclarecer-se e esclarecer o outro deve ser um de seus principais movimentos. Mas, sua ação em passar o que sabe e aguardar os resultados é que faz a diferença. Não há mudança sem conscientização, portanto, não devemos querer transformar o outro de acordo com o nosso tempo. A educação é algo que vem de dentro para fora e ao servidor cabe oferecer condições para que cada um desenvolva seu próprio potencial. E isso começa consigo, ao expressar sua moral.
Como diz a parábola de Jesus “vós sois o sal da Terra”, é preciso saber dosar, de acordo com a capacidade de entendimento e assimilação do outro. Como o sal físico, que preserva e dá sabor aos alimentos, somos responsáveis por temperar e dar oportunidade a todos para crescer, realçando o sabor de cada um dentro de seus próprios limites. Como a evolução é um processo constante, isso permitirá que permaneçam dentro das leis estabelecidas para a evolução, evitando assim, que haja uma decadência na ética da Humanidade.
O servidor tem essa responsabilidade. Para que suas informações e esclarecimentos não se percam, o sal que ele deve utilizar é sua conquista moral e espiritual. Só damos aquilo que conquistamos; aquilo que realmente somos. O sentimento de plenitude deve vir com a expansão no ato de servir e não com a pseudo-superioridade do conhecimento adquirido.
E onde servimos melhor? Na verdade não é onde, mas como servir melhor a cada instante? Procuramos várias maneiras que, muitas vezes, são superficiais e nos distanciamos do que é fácil, simples e produtivo: acolher o outro com muito amor, facilitar sua vida para que ele também seja um ser feliz.
Autora: Maria Helena Mendes Leal
Fontes: Para Pensar - Elaine Sanches Morais
O segredo das bem-aventuranças - J. L. Boberg
Foto: © Madartists | Dreamstime.com
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