A Vida de um Discípulo
Escrito por Administrator
Preço: R$ 17,00
Leia a seguir o Prólogo do mais novo romance publicado pelo IPE:
Em 1966, tendo como cenário uma grande cidade brasileira, uma família comum passava por momentos difíceis com o acidente de Luiza, mãe de três filhas pequenas, que havia sido atingida por um caminhão desgovernado, enquanto fazia a feira da semana.
Luiza estava com a filha mais velha, Elisabeth, quando, de repente, o caminhão a arremessou por cima da bancada de uma barraca. Luiza só pensou em salvar sua filha e empurrou-a para longe. Quando voltou a si, percebeu que Elisabeth estava desacordada, tentou levantar-se, para socorrê-la, quando sentiu uma dor enorme e viu que uma de suas pernas estava com fratura exposta. Para seu alívio, Elisabeth havia apenas desmaiado e estava bem.
Deste dia em diante, a vida de Luiza resumiu-se a períodos em casa e períodos de internação, passando por várias cirurgias. Suas filhas foram, praticamente, criadas pelo pai e suas tias.
Em uma dessas internações, um médico amigo da família comentou com Luiza, sobre uma gestante, com aproximadamente, quatro meses de gravidez, que lhe havia confidenciado que queria dar a criança para adoção.
- Luiza, você conhece alguém que gostaria de adotar um bebê?
Luiza sentiu, na hora, que o bebê era seu filho. Não teve dúvidas, nem questionou:
- Doutor, diga a essa mãe que o senhor já conseguiu os pais adotivos. Eu ficarei com o bebê.
- Mas como você vai cuidar de um recém-nascido nas suas condições? Você está sempre internada. Se já é difícil cuidar de suas três filhas, imagine mais um bebê!
- Eu quero. Já está decidido.
Luiza tinha receio dos pais verdadeiros se arrependerem e procurarem o bebê. Por isso, pediu ao médico para dizer à mãe que a criança seria adotada por um casal estrangeiro.
No verão de 1967, nasce uma linda menina, saudável, morena, com cabelos e olhos negros. O médico, rapidamente, avisou Luiza, que juntamente com o marido Otávio, esperava ansiosa.
Três dias depois do nascimento, Luiza foi ao hospital para receber sua filha. Ela e o médico adentraram ao quarto da mãe biológica, que chorava com a filhinha no colo. Ao ver o médico, entendeu que chegara a hora de se despedir. Entregou o bebê a ele, desejando toda felicidade para a filhinha que acreditava não ter condições de cuidar.
Luiza, ao ver o bebê, chamou-a de Ana Paula e levou-a para sua casa.